Seguro empresarial em Santos: o que cobre e por que toda PME deveria ter
Imagine a sua loja no centro de Santos fechada por quarenta dias. Um curto-circuito na fiação, agravado pela maresia, começou um incêndio de madrugada: o estoque virou perda, os balcões e os computadores também. Nesse tempo, o aluguel continua vencendo, a equipe continua esperando o salário e nenhuma venda entra. Quanto do seu caixa aguenta isso?
Essa é a conta que a maioria das pequenas empresas nunca fez. O dono de PME acompanha de perto o custo do plano de saúde, renova o seguro do carro e negocia cada boleto, mas o galpão, o estoque, os equipamentos e o faturamento que sustentam o negócio costumam ficar sem qualquer proteção. É a maior desproporção de risco de quem empreende: o que mais importa é justamente o que fica descoberto, e o prejuízo de um único sinistro pode ser grande demais para o caixa absorver.
Por isso o seguro empresarial, também chamado de seguro patrimonial, não é luxo de empresa grande: é a rede que impede que um acidente apague anos de trabalho. E, no litoral de São Paulo, saber o que ele cobre é ainda mais urgente, porque a exposição daqui tem componentes que o interior não tem.
O que o seguro empresarial realmente cobre
A base de qualquer apólice patrimonial é a cobertura de incêndio, que também responde por explosão, queda de raio e, em geral, danos elétricos. É a cobertura obrigatória sobre a qual as demais são montadas. A partir dela, a empresa acrescenta o que faz sentido para o seu risco.
Prédio e conteúdo são coisas distintas. Prédio é a estrutura, quando o imóvel é próprio. Conteúdo é tudo dentro dele: estoque, móveis, máquinas, mercadorias. Quem aluga segura o conteúdo; quem é dono segura os dois.
Entre as coberturas que a maioria dos comércios e escritórios contrata estão roubo e furto qualificado de bens e de valores no caixa, danos elétricos em equipamentos, quebra de vidros e vitrines, vendaval e, o item mais esquecido, os lucros cessantes. Essa última merece atenção: ela repõe o faturamento e as despesas fixas durante o tempo em que a empresa fica parada por causa do sinistro. É o que mantém o salário da equipe e o aluguel em dia enquanto a loja é reformada. Há ainda a responsabilidade civil de operações, que cobre danos a terceiros na atividade, como um cliente que se machuca no estabelecimento. O que é básico e o que é opcional varia por seguradora: muita empresa contrata a apólice mais barata achando que cobre tudo e descobre no sinistro que lucros cessantes ou danos elétricos ficaram de fora.
Como se calcula o valor em risco (e o erro que corta a indenização)
Aqui está o número que decide se a indenização virá cheia ou pela metade. O seguro patrimonial trabalha com o valor em risco: quanto custaria repor o bem segurado hoje. Se a empresa declara menos do que o real para pagar prêmio mais baixo, entra em cena a cláusula de rateio.